Gliomas

Gliomas: Entenda o Diagnóstico e as Opções de Tratamento

Os gliomas são um grupo de tumores cerebrais com comportamentos muito diferentes entre si — do crescimento lento acompanhado por anos ao tumor agressivo que exige tratamento imediato. A classificação molecular define o caminho.

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Gliomas são tumores que se originam das células gliais — as células de suporte do cérebro. O nome engloba tumores muito diferentes entre si: desde astrocitomas e oligodendrogliomas de crescimento lento até o glioblastoma, o glioma mais agressivo. Desde a classificação da OMS de 2021, o diagnóstico não depende só do microscópio: marcadores moleculares como a mutação IDH e a codeleção 1p/19q definem o tipo exato do tumor, o prognóstico esperado e a estratégia de tratamento.

Revisado por Dr. Erion Junior de Andrade (CRM/RS 41.263) · Atualizado em agosto de 2026

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Primeira convulsão na vida adulta: sinais de glioma que merecem investigação

Uma primeira convulsão na vida adulta, dor de cabeça nova ou progressiva, fraqueza de um lado do corpo, alteração da fala, da visão ou do comportamento não significam automaticamente tumor, mas são sinais que merecem investigação. Uma das causas a excluir é o glioma, tumor que nasce das células de suporte do cérebro. Há formas de crescimento lento e formas mais agressivas, como o glioblastoma. A investigação começa com ressonância; o tratamento pode envolver cirurgia, radioterapia e quimioterapia, sempre com equipe multidisciplinar.

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Uma convulsão, pela primeira vez na vida adulta, nunca pode ser ignorada. E também fique atento a uma dor de cabeça nova ou aquela que vai piorando com o tempo. Fraqueza de um lado do corpo, alteração na fala, alterações visuais ou mudança de comportamento percebida pela família. Então, esses sinais não significam automaticamente tumor. Mas uma das causas que a gente precisa excluir é uma lesão primária do cérebro, que chamamos de glioma cerebral. Os gliomas são tumores que nascem do cérebro. No caso das células de suporte do cérebro, que chamamos de células gliais. Existem gliomas que crescem mais devagar. E existem formas mais agressivas, como o glioblastoma. E os sintomas dependem muito de qual região do cérebro for afetado. A gente começa a investigação, geralmente, com uma ressonância. E o tratamento dessas lesões pode envolver cirurgia, radioterapia e quimioterapia. E sempre com uma equipe multidisciplinar. Eu sou o Erion Junior de Andrade, médico neurocirurgião. Primeira convulsão no adulto. E qualquer déficit neurológico novo e progressivo não deve esperar. Salve esse vídeo e compartilhe com sua família. Porque reconhecer os sinais pode antecipar a investigação.

Resumo

Glioma não é um diagnóstico único — é uma família de tumores com comportamentos muito diferentes. O tipo exato só é definido com análise molecular do tecido (mutação IDH, codeleção 1p/19q, entre outros marcadores). Em gliomas de crescimento lento, a ressecção ampla precoce pode mudar a evolução da doença. Em gliomas de alto grau, a cirurgia é parte de um tratamento combinado. Quando o tumor está perto de áreas de fala ou movimento, mapeamento cerebral e neuromonitorização ampliam a segurança da ressecção.

Fatos Importantes

  • Incluem astrocitomas, oligodendrogliomas, ependimomas e o glioblastoma
  • A classificação da OMS de 2021 usa marcadores moleculares (IDH, 1p/19q) para definir o tipo exato
  • Gliomas IDH-mutantes (graus 2 e 3) têm evolução mais lenta e melhor resposta ao tratamento
  • A extensão da ressecção é um dos poucos fatores de prognóstico que a equipe cirúrgica pode influenciar
  • Mapeamento cerebral e neuromonitorização permitem operar perto de áreas de fala e movimento
  • O tratamento é definido por equipe multidisciplinar: neurocirurgia, oncologia, radioterapia e patologia molecular
Informações

Sobre os Gliomas

O que muda entre um glioma de crescimento lento e um glioma agressivo — e por que o diagnóstico molecular vem primeiro

01

Uma família de tumores, não um diagnóstico único

Gliomas surgem das células de suporte do cérebro e variam do crescimento lento ao comportamento agressivo. Dois pacientes com 'glioma' podem ter doenças, tratamentos e prognósticos completamente diferentes. Por isso, a primeira pergunta não é 'glioma tem cura?' — é 'qual é o tipo exato do meu glioma?'.

02

Classificação molecular (OMS 2021)

O diagnóstico atual combina microscopia e biologia molecular. Os três grandes grupos em adultos são: astrocitoma IDH-mutante (graus 2 a 4), oligodendroglioma IDH-mutante com codeleção 1p/19q (graus 2 e 3) e glioblastoma IDH-selvagem (grau 4). Cada grupo tem evolução e resposta ao tratamento próprias — e o resultado molecular pode mudar a conduta definida antes da cirurgia.

03

Gliomas de baixo grau: a janela de oportunidade

Astrocitomas e oligodendrogliomas de grau 2 crescem lentamente e muitas vezes são descobertos por uma crise convulsiva em pessoas jovens. A evidência atual favorece ressecção ampla precoce quando pode ser feita com segurança funcional, em vez de apenas observar o tumor crescer. É nesses casos que o mapeamento cerebral tem o maior impacto.

04

Ressecção máxima segura

O princípio central da cirurgia de gliomas: remover o máximo possível de tumor sem causar déficit neurológico evitável. Quando o tumor está perto de áreas de fala, linguagem ou movimento, isso exige mapeamento cortical, neuromonitorização intraoperatória e, em casos selecionados, cirurgia com o paciente acordado.

05

Por que a biópsia nem sempre basta

A biópsia responde 'o que é o tumor', mas remove pouco tecido. Em gliomas acessíveis, a ressecção cirúrgica cumpre dois papéis ao mesmo tempo: fornece tecido amplo para o diagnóstico molecular completo e já é parte do tratamento. A biópsia estereotáxica fica reservada para tumores profundos, multifocais ou pacientes sem condições de cirurgia maior.

06

Depois da cirurgia: tratamento guiado pelo tumor

O anatomopatológico e os marcadores moleculares definem os próximos passos: acompanhamento com ressonância periódica, radioterapia, quimioterapia ou combinações. Gliomas IDH-mutantes e glioblastoma seguem caminhos diferentes — e a decisão é sempre de equipe multidisciplinar, alinhada aos objetivos do paciente.

Indicações

Quando o tratamento cirúrgico é indicado?

Quando pode ser indicado

Glioma causando sintomas neurológicos (convulsões, déficit motor, alteração de linguagem)

Glioma de baixo grau em paciente jovem, quando ressecção ampla é possível com segurança funcional

Tumor acessível cirurgicamente com possibilidade de ressecção máxima segura

Necessidade de tecido para diagnóstico molecular completo (IDH, 1p/19q, MGMT)

Glioma em crescimento documentado em ressonâncias sequenciais

Tumor próximo a área eloquente com possibilidade de mapeamento funcional e neuromonitorização

Quando cirurgia geralmente não é necessária

Lesão pequena, estável e sem sintomas, em que o acompanhamento com ressonância seriada é razoável após discussão em equipe

Tumores profundos ou multifocais em que a biópsia estereotáxica é mais prudente que a cirurgia aberta

Paciente com condições clínicas que contraindicam cirurgia de grande porte

Casos em que radioterapia e quimioterapia são o tratamento principal após diagnóstico por biópsia

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Cada glioma é diferente — e merece uma avaliação individualizada

Existem gliomas de evolução lenta em que a cirurgia bem planejada muda a trajetória da doença por anos. E existem gliomas agressivos em que agir rápido, com a equipe certa, preserva função e qualidade de vida. A avaliação neurocirúrgica com os exames em mãos define em qual situação você está — antes de qualquer decisão.

Avaliação individualizada
Mapeamento cerebral
Neuromonitorização
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Perguntas frequentes

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